Funções da Filosofia

Introdução

No actua l trabalho de Introdução a Filosofia e imperioso procurar novas de abordagem dos conteúdos. E pois, baseando-se no espírito de busca constante dos saberes que apresentam o presente trabalho.
            O trabalho em causa com o título «funções da filosofia » aborda certos assuntos concernente  a importância da filosofia. Especificamente o trabalho faz menção à questão « para que filosofia ? »segundo(Marilene Chaui),com vista a fundamentar esta questão de modo que se obtenha a conclusão dela que dignifica a função da filosofia.
A imvestigacao não só baseou-se na obra de Marlena Chaua, mas também nos outros autores como : Vicente neves, Giovane Reale e Maria Iglesias. No entanto e importante frisar que o trabalho apresenta atitudes filosóficas como a critica, reflexão filosófica, também características da filosofia. Estes temas dão uma elucidação da questão acima citada.
Espera-se que a pesquisa ajude os estudantes do curso de filosofia e aos mais interessados a compreender melhor a função da filosofia. Espera-se ainda que este trabalho sirva de objecto de critica e posteriormente de uma oportunidade para colmatar as mais variadas indagações que preocupação o conhecimento sobre as funções da filosofia.

  • O intento essencial e de perceber melhor a importância da filosofia
  • Especificamente deve-se conhecer também as atitudes filosóficas que debruçam a função da filosofia. Conhecer melhor as características da filosofia
  • A preocupação não e divergente à questão «para que filosofia ? », portanto a pesquisa visa responde-la.
Para materialização deste trabalho o grupo recorreu a pesquisa bibliográfica
                                  
  
Para que filosofia?
Uma pergunta interessante, diz que não vemos nem ouvimos ninguém a perguntar o para que das ciências tais como: matemática, física, geografia ou geologia, historia ou sociologia, biologia ou psicologia, astronomia ou química, e outras. Mas todas pessoas acham muito natural perguntar: para que filosofia?
Esta pergunta recebe em geral, uma resposta irónica, conhecida dos estudantes da filosofia, como sustenta Marilena Chaui, “a filosofia é uma ciência com a qual e a sem qual o mundo permanece tal e qual, isto é, a filosofia não serve para nada e filosofo é alguém sempre distraído, com a cabeça no mundo da lua, pensando e dizendo coisas que entende e que são perfeitamente inúteis”¹
Todas as pretensões das ciências pressupõe que acreditam na existência da verdade, de procedimentos correctos para bem usar o pensamento, na teologia como a aplicação pratica de teorias, nas racionalidades de conhecimentos porque podem ser corrigidos e aperfeiçoados. Tudo isto não é ciência, são ”questões filosóficas”. O cientista parte delas como questões já respondidas mas é a filosofia que as formula e busca respostas para elas.
Para dar mas valor formativo do ensino da filosofia faz-se valer segundo o seu conteúdo:
  • Ela desenvolve as capacidades de análise, de literatura e de abstracção no homem;
  • Segundo Karl Jasper ele é uma atitude de procura incessante de respostas de problema que assaltam o espírito humano nas suas diferentes circunstâncias da sua existência;
  • Ela induz o sentido de questionamento e do problemático;
  • Alarga as técnicas de argumentação e conduz ao desenvolvimento do raciocínio;
  • Instaura no homem uma distância crítica e convida a um regresso reflexivo sobre si e sobre as condições de possibilidade de um pensamento;
  • Segundo White Hea o seu papel é fornecer uma explicação orgânica do universo;
  • Ajuda o homem a criticar o seu próprio pensamento e aos pensamento a dos outros, os saberes e opiniões, a valor as crenças e os poderes;
  • Proporciona ao homem a capacidade de ser tolerante perante as opiniões e interesses alheios;
  • Segundo Espinosa, ela apresenta-se como um caminho árduo e difícil, mas que pode ser percorrido por todos os que desejarem a liberdade e felicidade;
  • Para Marx, guia o homem para conhecer e transforma-lo com vista a trazer justiça abundante, e felicidade para todos;
  • Para Marlene Sonty, desperta do homem para ver o mudar do mundo;
  •  Ajuda o homem a abandonar a ingenuidade e os preconceitos do senso comum;
  • Guia o homem a buscar a compreensão e a significação do mundo, conhecimento e sentido das criações humanas nas artes, na ciência e na política.
______________________
¹CHAUL, Marilena, convite a filosofia, ética editora, 10ª edição, p.12
“Pode se concluir que a filosofia é a mais útil de todas as ciências e saberes que os humanos são capazes, ela difere de outras disciplinas cientificas pelo reconhecimento implícito de uma universidade de pensamentos desembaraçando das escorias das dosas.
A filosofia permite a formulação do pensamento segundo uma lógica racional. A racionalidade do pensamento excede a realidade científica, isto é, ela pode preparar um pensamento racional no domínio em quanto o homem excede a ciência.
Também e verdade que o ensino de filosofia não se contenta em jogar o papel no conjunto de funções existentes, mais que ela se confunde com essa função. Sem ela o homem fica privado não um elemento de cultura substituível por outro, mais sim de transformar-se com a educação”
Que é então a filosofia?
  • Filosofar é, pois,
  • Um aprender a olhar e a ver – reorientar o nosso olhar e procurar novas facetas da realidade, alargando os nossos horizontes.
  • Uma libertação – desde pseudo-saber e deste pseudo-mundo em que nos encontramos mergulhados e a que nos acomodarmos, acabando por renunciar a qualquer gesto ousado em segurança (não é isso que fazemos quando alguém nos interpela e nos quer arrancar as nossas certezas e convicções? Não nos recusamos tantas vezes, tal como os prisioneiros, a enfrentar o esforço e a responsabilidade de cortar as amarras que os prendem e nos prendem e nos impendem de ver o que esta por trás e para alem do obvio e do imediatamente visível?)
  • Um exercício da dúvida e a arte de interrogação – que, graças ao juízo pessoal e independente (pesar no autónomo), procura vencer o peso das tradições e das doutrinas passivamente recebidas e aceites, e que são um obstáculo a que o homem se assuma como tal e se inventa;
  • Uma busca de orientação para a existência – isto é, a tentativa de definição de um projecto para a nossa vida baseada na Razão;
  • Uma busca de construção de si – autonomia e liberdade através do saber, ou seja, na sequência do ponto anterior, uma conjugação de conhecimento e de exigência ética, relativamente a nos próprios, que nos permite definir o que queremos ser.

O que é que se exige ao filosofo?
Uma vez que somos seres humanos se podem situar em duas atitudes existenciais diferentes:
  • Podem estar adormecidos, ou inconscientes das realidades que os rodeiam e envolvem, iludidos acerca do seu destino e do sentido que tem a sua vida, viver absorvidos na luta pela sobrevivência, dominados pelas necessidades materiais (reais e/ou supérfluas), e actuar fundamentalmente em fundamentalmente em função das pressões e engrenagem social;
  • Podem autopropor-se uma atitude mais activa e livre, não se contentando com a satisfação dos interesses e objectos mais imediatos, escolher investigar qual e a verdadeira natureza das coisas, descobrir novos interesses e objectivos pelos quais vala a pena viver, então, o que se exige do filósofo e esta atitude empenhada e comprometida com a vida: insatisfação vontade de ir sempre mais alem – duvidar e examinar para melhor agir.
Quais são, pois, as características da filosofia?

  1. Historicidade
A filosofia trás a marca da época, do autor e da escola filosófica a que este se ligou e revela a apropriação conceptual que o filosofo fez da sua realidade.
As questões que os filósofos colocam e analisam surgem no contexto de uma determinada época histórica, em função da atitude que os autores assumiam perante a vida “a palavra Filosofia surgiu na Grécia, no século VI a.C. e terá sido Pitágoras o primeiro pensador a usar o nome do filósofo.
  1. A Universalidade
Através da universalidade e a atemporalidade permitindo-nos estabelecer pontos de diálogo entre os pensadores de todos os tempos e lugares, pois não só muitos dos problemas a que cada Filosofia tenta dar resposta são problemas de sempre, como a sua compreensão revela novas perspectivas e aspectos que alargam a nossa compreensão do mundo.
  1. A Autonomia
Cada filósofo e cada um de nos, seres humanos limitados e finitos, constroem a sua compreensão do mundo a partir de uma tradição cultural que naturalmente o influencia mas, simultaneamente, cada filosofia procura estruturar de maneira pessoal as questões que se colocam a todos os seres humanos.
“Aquele que quiser apreender a filosofar deve encarar todos os sistemas da Filosofia apenas como Historia do uso da razão e como objectivo do exercício do seu próprio talento filosófico. O verdadeiro filósofo tem, portanto, como pensador por si próprio, de fazer um uso livre e pessoal, não um uso imitador e servil, da sua razão”².
  1. A Radicalidade
A Filosofia revela uma necessidade de tudo questionar e tudo problematizar, de tudo querer compreender e desafiar os nossos limites, por investigar os problemas ate ao fim e ate a raiz para encontrar a sua explicação e justificação fundamental.
É fácil aceitar que a Filosofia é, simultaneamente;
  • Um saber, ou melhor, uma busca de saber,
  • Um discurso,
  • Uma atitude.

Haverá hoje ainda lugar para Filosofia?
Vejamos os dados para responder esta questão:
  1. A Filosofia reflecte sobre a posição do homem na natureza e no mundo, sendo, podemos dizer que a antropologia filosófica visa responder as questões fundamentais que nos colocam desde sempre:
Quem somos?
Donde viemos?
Para onde vamos?
____________________________
²KANT, Emmanuel, lógica, trad. Barata-Moura, Sampedro, Águeda, pp. 85-86

  1. Relativamente á acção humana, sabemos que esta pode orientar-se por códigos normativos da natureza moral, religiosa, jurídica e política.
  1. Relativamente às questões do conhecimento, enquanto os diversos investigadores científicos estudam um objecto específico da sua área de especialização, os filósofos elegem como objecto de estudo o próprio conhecimento “Gnosiologia, Epistemologia, Ética”.

Tarefas teóricas e praticas da filosofia
                                                                              / Cosmologia
                                        / Filosofia da natureza /
                                      /                                      \
Filosofia especulativa /                                         \ Psicologia                             
                                    \         
                                      \                      / Critica do conhecimento
                                        \ Metafísica /-- Ontologia
                                                             \ Teodicea
                             / Arte
Filosofia Pratica /
                           \                 
                         \ Moral(o fim último, a lei, o devir e o direito, os actos humanos                                                                             moral e social)
                                               
  
O saber da filosofia e um saber centrado no homem e nas suas realizações e não como tanto acontece nas ciências. O saber resultante, não pode adquirir estatuto do conhecimento certo e seguro universalmente valido.
Para melhor compreendermos as tarefas teóricas e da filosofia, urge olharmos o significado semântico que a palavra grega sophia - sabedoria sofreu a saber:
  • Em Homero, sophia significa “habilidades para realizar determinada operação ou obra”, este e um saber instrumental.
  • Em Heródoto, sophia significa inteligência ou prudência prática. Neste sentido a sophia e vista fundamente prática ou saber relativo a acções humanas.
Já Aristóteles fez a seguinte classificação das ciências segundo o seu campo específico de aplicações:
  • Ciências produtivas - aquelas que estudam as praticas produtivas ou as técnicas, isto e, as acções humanas cuja finalidade esta para alem da própria acção pôs a finalidade e a produção de um objecto ou uma obra.
Exemplo: arquitectura economia, medicina, pintura, poesia, arte de guerra, navegação, …etc.
  • Ciências praticas – aquelas que estudam as praticas humanas enquanto assoes que tem nelas mesmo o seu próprio bem, aliais fim, isto e, a finalidade da acção realizada nela mesmo, e o próprio acto realizado. Exemplo: ética, politica, lógica.
  • Ciências teóricas ou contemplativas – aquelas que estudam as coisas que existem independentemente dos homens e das suas acções e que não tendo sido feita pelos homens, só podem ser contempladas por ele. As coisas estudadas por exactas ciências são: as coisas da natureza e as coisas divinas.
Aqui, Aristóteles, classifica por grau de superioridade as ciências políticas:
  • Ciências das coisas naturais submetidas a mudanças ou devir física, biologia. Meteorologia, psicologia, pois a alma em gregos um ser natural existindo de formas variadas em todos seres vivos (plantas. Animais e homens).
Ciências das coisas naturais que não estão submetidas a mudanças e ao devir. A matemática, astronomia (os gregos julgavam que os astros eram eternos e imutáveis).
Ciência da realidade pura que não e nem natural mutável, nem natural imutável, nem resultado da acção humana, nem resultado da fabricação humana. Trata-se daquilo que deve haver em toda e qualquer realidade, seja ela natural, matemática, ética, política ou técnica a ser realidade, o que Aristóteles chama de ser, substancia de tudo que existe.
A ciência teórica que estuda o puro ser, chama-se metafísica.
  • Ciências teóricas das coisas divinas que são as coisas e finalidade de tudo que existe na natureza e no homem. As coisas divinas são chamadas de teion, e por esta ciência chama-se teologia.
A filosofia segundo Aristóteles encontra seu ponto mais alto na teologia de onde deriva os outros conhecimentos. No período helenístico o termo e utilizo sentido mítico ou teorizado/pratico, onde prevalece a concepção da filosofia, como atitude de moderação e prudência de todas as coisas. O sábio e o homem que não só sabe, mais tem grande diversidade de experiencia que autoriza a emitir juízos reflexivos maduros isentos de paixões e precipitações, isto e, o sábio e aquele que reúne em si um vasto saber teórico e um vasto saber alargado pratico. Foi este o ideal de sabedoria que veio a ser admitido como característico da filosofia e aquele com rigor pode se designar filosofo.
Assim e licito afirmar que os campos de investigação da filosofia são três, a saber:
  • O do conhecimento da realidade última de todas as coisas e todos os seres ou da essência de toda a realidade. Na linguagem de Aristóteles forma-se este campo chamado Ontologia com a Metafísica e a Teologia.
  • O do conhecimento das acções humanas, valores e das finalidades das acções humanas: das acções que tem em si mesma suas finalidades; a ética, a politica ou a vida moral (valores morais), e a vida politica (valores políticos), e das acções que tem suas finalidades num produto ou numa obra: as artes, as técnicas, e os seus valores.
  • O do conhecimento da capacidade humana, de conhecer, isto e, o conhecimento do próprio pensamento em exercício. Distingue-se a lógica que oferece as leis gerais do pensamento, a Teologia do conhecimento que oferece os procedimentos pelos quais conhece.
A ciência propriamente dita é o conhecimento científico, isto é, a epistemologia. Dos diferentes campos de investigação da filosofia ela apresente-se como tarefas em diferentes formas na vida quotidiana a saber:
  • Actividade de configuração dos sentidos a cerca do homem, da vida, da existência, da sociedade, e da política.
  • Sistematização da nossa experiencia individual e colectiva dos saberes que configuram;
  1. Instâncias críticas das nossas realizações culturais sejam materiais como: instituição, formas de organização social e política, seja espiritual, como: a Moral e o Direito, a Ciência e a Literatura, a Arte e Religião.
  2. Espaço de dialogo e confronto relativamente as nossas crenças e convicções, ao nossos valores e atitudes, aos nossos códigos e padrões de comportamento individual e colectivo.
  3. Esfera de imaginação e utopia para elaboração dos novos projectos do homem e da sociedade, novos modelos de convivência social e política, de novas propostas para assegurar a paz e a justiça.
Em suma podemos afirmar que ser ou realidade pratica ou acção segundos valores; conhecimento de pensamento e suas leis gerais; suas especificassem cada ciência; são tarefas práticas e teóricas da actividade filosófica.
A atitude filosófica
Como sustenta Karl Jasper “a filosofia e mais do que um saber que se possa possuir e uma atitude incessante, procura de respostas para os problemas que assaltam o espírito nas mas diversas circunstâncias que a existência se encarrega de nos trazer. É neste sentido que se pode dizer que o que especifica. A filosofia tem uma certa atitude que lhe é própria a saber:

  • Espontaneidade e universidade de atitude filosófica.
Espírito da maioria das pessoas deste a mais tensa idade, isto é, “todos sentimos desta infância necessidade Pode-se dizer que atitude filosófica é uma atitude que emerge espontaneamente no explicar do universo, construímos a imagem do mundo, compreender como se ordenam todas as coisas em nos e a nossa volta. O homem nunca renuncia o desejo de conhecer. A filosofia é mais que uma tentativa sempre renascente do homem que procura explicar a si mesmo a situação que ocupa no universo.
“A filosofia traz a esta anciã de explicação e sua curiosidade o seu amor pela certeza a intelectual e o seu gosto pela perfeição moral”³
O filósofo resume a sua época, mas o seu pensamento fica encerado apenas dentro dele. O pensamento de um filósofo é mas uma antecipação do futuro do que o comentário do seu presente e longa perto do futuro porque contribui directamente para o construir.
Autonomia da razão: Uma das características constritiva da actividade filosófica é autonomia ou liberdade da razão libertinamente a toda coerção a todos constrangimentos exterior: Ela implica:
³NEVES Vicente, Razão e Diálogo. p.13

  1.    Negativamente: Que o seu exercício não seja limitado, regulado por nenhuma instancia exterior e alheia a razão.
  1. Positivamente:     Que a razão, e não só o principio e o tribunal soberana a que compete e julgado do que é verdadeiro no âmbito de conhecimento teórico e do que é consciente no âmbito da Ética e da pratica.

c) Radicalidade filosófica uma das notas diferenciadas da filosofia, etnologicamente a palavras grega “Rizoma corresponde a significados tais como: fundamento causa primeira e principio.
Ao afirmar que a radicalidade é característica da filosofia nas suas posições ou explicações pretende se dizer que o objecto filosófico é dar dos fundamento das razoes de serem ultimas dos principio das coisas, primeiras de qualquer realidade particular e ate geral, isto, é, implica que em circunstancia alguma a filosofia pode admitir como certo e verdadeiro ou inquestionável coisa alguma antes de criticamente justificar e fundamentar.
È um ideal regulador da actividade filosófica, neste quando esta justificação ao fundamentação provem das ciências, exige se da razão filosófica que as submetas ao seu próprio tribunal e julgamento.
Filosofia e a comunicação
Admissão comunicacional è argumentava, sempre marcou o saber filosófico. O filosofo consciente da finalidade humana em geral sabendo que se integra numa comunidade de investigação e comunicação, reconhecendo o carácter reconstitutivo do saber e ciente que a sua própria razão/visão particular do mundo, opõe as visões dos demais investigadores da sua comunidade. Reconhece, aceita e deseja o código deontológico do aprendiz da filosofia cujos princípio são: amor a procura da verdade, a confrontação da razão ao que é, a exigência da veracidade á admissão da existência de uma alter idade as posições pessoais á vontade sincera de um acordo ou adesão livre entre o sujeito e o emancipado, á subordinação ao dialogo e argumentação, subjugação a coerência lógica e a forca dos argumentos.
Atitude crítica
As características da atitude filosófica dividem-se em duas partes/ formas seguintes:
Negativa: isto é um dizer não censo comum aos preconceitos, aos prejuízos e aos factos e as ideias da experiencia quotidiana ao que esta estabelecido.
Positiva: isto é uma interrogação sobre acções e os factos, que é um interrogação sobre o que são as coisas, as ideias, os factos, as situações, os comportamentos, o valor, em nós mesmo. É também uma interrogação sobre porquê disso tudo e como isso é assim e não de outra maneira. O que é? Como é? Estas são as indagações fundamentais da atitude filosófica.
A face negativa e positiva da atitude filosófica constituem o que chamamos de atitude crítica e pensamento crítico.
A filosofia começa por negar as crenças, aos preconceitos do senso comum e, portanto, começa por dizer não sabemos o que imaginamos, saber, e é daqui que, Sócrates afirma que a primeira e a fundamental verdade filosófica é dizer “Sei que nada sei”, já para Platão seu discípulo a filosofia começa com admiração, ideal comungado por Aristóteles (Espanto).
A admiração e espanto significam tomar distância do nosso mundo costumeiro, através do nosso pensamento olhando-o como se nunca tivéssemos visto antes, como se tivéssemos tido família, amigo, professores, livros, e outros meios de comunicação que nos tivessem dito o que é o mundo. É, portanto, a filosofia com a sua atitude critica e guiador do homem a não viver de ilusões mistificações não aquelas que nos são impostas pele nossa comunidade ou experiencia quotidiana, mas também da nossa própria razão tendo a criar quando não esta consciente dos seus verdadeiros poderes e limites. Ajuda-o a criticar-se a si mesmo e assim, chegará a descobrir que é nele que seu uso dogmático reside a origem de todas superstições e dramatismo, afim de que todas as tentativas de reduzir o homem a menor idade é dai que a sua dimensão critica, a filosofia não conduz ao cepticismo ou a duvida permanente mas a quem representa procura da verdade possível ao homem e a confiança de que só uma tal verdade o dignifica e o liberta.
A reflexão filosófica
A reflexão é o movimento pelo qual o pensamento volta-se para si mesmo interrogando a si mesmo. Ela é radical porque é um movimento de volta do pensamento sobre si mesmo para conhecer – se a si mesmo para indagar como é possível o próprio pensamento. Não sendo nós somente seres pensantes, mas também seres que agem no mundo, que se relacionam com os outros ser humano, com os animais, as plantas, as coisa, os factos, e acontecimentos que exprimimos essas relações tanto por meio da linguagem, quanto por meio de gestos e acções.
A reflexão filosófica também se volta essas relações que mantemos com a realidade circundante, para o que dizemos ou para as acções que realizamos nessas relações.
A reflexão filosófica organiza-se em torno de três grandes conjuntos de perguntas ou questões:

  1. Porque pensamos o que pensamos; dizemos o que dizemos e fazemos o que fazemos? Isto é; quais os motivos, razoes e as suas causas para pensarmos, o que pensamos, dizer o que dizemos, fazemos o que pensamos, dizemos e fazemos o quê?
  1. O que queremos pensar quando pensamos, o que queremos dizer quando falamos, o que queremos fazer quando agimos? Isto è, qual é o conteúdo ou o sentido do que pensamos, dizemos ou fazemos?
  1. Para quê pensamos, o que pensamos, dizemos o que dizemos, fazemos, o que fazemos? isto, é, qual é a intenção a finalidade do que pensamos, dizemos e fazemos?
A reflexão filosófica indaga: porquê? O quê? Para quê? Dirigindo-se o pensamento aos seres humanos no acto da reflexão. São perguntas sobre a capacidade e a finalidade humana sem conhecer e agir.

Conclusão
Concluindo o presente trabalho, importa salientar alguns pontos que deram ênfase. O trabalho baseou-se no tema intitulado que segundo Marlene chaui filosofia não serve para nada, e o filosofo é alguém sempre distraindo, com cabeça no mundo da lua, pesando e dizendo coisas que entende e que são perfeitamente inúteis.
E contou com a definição da filosofia segundo Vicente Neves, que á define como um problema filosófico e é tomada na sua totalidade pelo problema da não existência de uma única definição da filosofia.
A filosofia é também a orientação de nosso olhar procurando novas facetas da realidade. As características da filosofia são: historicidade, a universalidade, autonomia e a realidade, reflectido sobre a posição do homem sobre da natureza e no mundo, utilizando a atitude critica e a reflexão do filosofo pesando.
Esperamos que ainda este trabalho seja objecto de crítica e posteriormente de uma oportunidade para responder as indagações por vós encontradas

Bibliografia

  1. NEVES, Vicente, Razão e diálogo: introdução à Filosofia, 10° ano, 3ª edição, Gimarange editores, Lisboa, 1986, p.360.

  1. CHUI, Marilena, Convite à Filosofia, 10ª edição, Ática editora, 1998, pp440.

  1. REALE, Giovanni, ANPISERI, Dário, Historia da Filosofia: antiguidade e idade media, 2ª edição, edições paulistas, S. Paulo, vol. I, pp.685.

  1. POPPER, K., Introdução à Filosofia: pensar e saber, 10° ano, textos editora, Lisboa, 1983.

  1. NEVES, V., Introdução à Filosofia, porto editora, Lisboa.

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